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FDI divulgam resultado da investigação do Festival Nova

As FDI divulgaram, na noite desta quinta-feira, detalhes de sua investigação sobre o horrível massacre ocorrido no Festival Nova, em 7 de outubro.

Das 3.000 pessoas que compareceram ao festival, 378 foram assassinadas, entre as quais 344 eram civis e 34 eram membros das forças de segurança (alguns eram frequentadores do festival, enquanto outros morreram em combate).

Quarenta e quatro pessoas foram sequestradas para Gaza (nem todas do local do ataque), 27 delas retornaram a Israel (14 vivas e 13 cujos corpos foram recuperados), enquanto 17 permanecem em cativeiro (11 vivas e 6 mortas).

Assim, incluindo os reféns assassinados em cativeiro, o número total de mortos no festival Nova chega a 397.

No local do festival, 171 pessoas foram assassinadas e 16 foram sequestradas. Todas as outras vítimas e reféns – 207 assassinados e 28 sequestrados – foram mortas ou capturadas nas estradas, ao redor da Faixa de Gaza, nas cidades vizinhas ou em outros locais de combate. O mapa das vítimas do Festival Nova se estende por 52 km pela região da fronteira de Gaza, do cruzamento de Sha’ar HaNegev até Nir Yitzhak.

O relatório elogiou a rápida decisão do comandante da polícia Nivi Ohana, que imediatamente ordenou a evacuação do local, às 6:29h, com os primeiros foguetes disparados pelo Hamas. Estima-se que ele salvou quase 2.000 pessoas que conseguiram escapar antes da chegada dos terroristas.

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O que emerge do relatório é a ausência das FDI em todas as etapas importantes relacionadas ao festival, a começar pelo processo para obter as autorizações necessárias para a realização da festa.

A polícia de Ofakim realizou duas reuniões para revisar e aprovar os planos da festa. Em ambas as ocasiões, representantes das FDI estavam ausentes, contrariando o procedimento usual, pois declararam que “não estavam disponíveis”. O comandante da Brigada do Norte, coronel Haim Cohen, inicialmente se recusou a permitir que a celebração acontecesse no sábado e só aprovaria um evento no dia anterior, na sexta-feira. Ele citou a redução do número de policiais aos sábados e o aumento da carga operacional naquele horário devido às manifestações ao longo da barreira de segurança.

Nesse ponto, o comandante da brigada começou a sofrer pressão de oficiais de alta patente dentro da divisão e do comando, até que ele foi finalmente forçado a aprovar a festa. Na investigação das FDI, essas pressões foram legitimamente apresentadas como uma “troca hierárquica padrão e razoável”.

Não foram feitos preparativos militares adequados para a celebração, embora sua realização tenha sido aprovada já na quarta-feira. Nenhuma avaliação formal da situação foi realizada antes do evento, e nenhum reforço militar na área foi planejado, apesar da celebração.

Além disso, nenhuma força das FDI no local foi informada da existência desta festa, nenhum representante das FDI foi destacado para o posto de comando da polícia no local da festa e nenhuma presença militar foi mantida no local ou perto dele.

A investigação revelou sérias falhas na coordenação entre as FDI e a Polícia de Israel durante o evento.

Assim, na noite de 6 para 7 de outubro, durante as discussões sobre os sinais recebidos da Faixa de Gaza, o Festival Nova nunca foi mencionado. Nenhuma mudança foi feita nos arranjos de segurança em torno do festival, e a questão nem sequer foi abordada nas discussões estratégicas.

As primeiras forças militares chegaram às 11:30h, enquanto o massacre começou às 8:13h e quase todos os terroristas já haviam deixado o local

O Hamas chegou ao local do festival “por acaso”. A organização terrorista não sabia da existência do festival. Os terroristas que chegaram lá deveriam ir para Netivot e se perderam no caminho.

Um grupo de cerca de 100 terroristas fortemente armados, distribuídos em 14 caminhonetes e duas motocicletas, avistou o bloqueio policial montado para facilitar a evacuação dos frequentadores do festival. Eles então atacaram imediatamente este posto de controle.

Às 8:13h, houve troca de tiros entre os terroristas e a polícia e as forças de segurança armadas presentes. Os atacantes usaram foguetes RPG e abriram fogo pesado. A essa altura, a maioria dos frequentadores do festival já havia fugido, de carro ou a pé, mas alguns ainda estavam lá, desencadeando uma fuga em massa em todas as direções. Alguns seguiram as rotas de evacuação para o leste, por onde muitos conseguiram escapar, mas os terroristas continuaram o ataque e mataram muitas pessoas. Outros fugiram para a estrada 232, onde os terroristas sequestraram sete pessoas às 8:43h, incluindo Maxim Herkin, Eviatar David, Guy Gilboa Dala, Bar Kuperstein e Elkana Bohbot, alguns dos quais permanecem em cativeiro. Muitos frequentadores do festival buscaram refúgio na floresta perto do local do festival, pensando que estariam seguros lá.

Às 9:19h, terroristas invadiram o local principal do festival. Centenas de participantes se refugiaram em vários locais na tentativa de escapar dos terroristas: entre veículos, em banheiros portáteis, em contêineres de lixo, em barracas de bar, no palco principal, na área de acampamento.

Após cerca de uma hora de combate, todo o pessoal de segurança no local foi morto ou ferido, e nenhuma força militar havia chegado ainda. Nesse momento, os terroristas entraram no local do festival sem resistência e começaram um massacre brutal e metódico, executando todos que encontravam.

Durante 40 a 50 minutos, eles vasculharam todo o local, atirando em todas as direções e matando mais de 120 pessoas.

Surpreendentemente, os terroristas não sequestraram ninguém naquele momento e deixaram os corpos lá. No entanto, segundo a investigação, se tivessem decidido sequestrar mais reféns naquele momento, poderiam ter capturado dezenas de pessoas, vivas ou mortas.

Às 9:51h, os terroristas encerraram o massacre. Alguns deles retornaram a Gaza, enquanto outros receberam ordens de seguir para Be’eri para participar dos combates lá.

Às 10:27h, uma multidão de civis de Gaza invadiu o local do festival e cometeu saques e atrocidades.

Somente às 11:30h, muito depois do fim do massacre, as primeiras forças militares finalmente chegaram ao local, lideradas pelo comandante do batalhão Shaked. Ao longo do caminho, a unidade eliminou vários terroristas restantes, gradualmente protegendo a área e descobrindo os vários corpos das vítimas.

Às 13:00h, as verificações no local foram concluídas e a área foi colocada sob controle militar.

Somente às 5 da manhã do dia seguinte, todos os corpos foram removidos do local.

A investigação concluiu que os militares não tinham uma imagem precisa da situação no festival e que não tiveram contato com a polícia nem buscaram informações. O primeiro relatório do incidente só chegou à Divisão de Operações do Estado-Maior depois das 10h. A investigação revelou uma longa série de falhas na Divisão Norte, na Divisão de Gaza e no Comando Sul, que levaram à falha em evitar esta tragédia.

Entre os principais problemas revelados pela investigação: deficiências nos preparativos militares quanto à localização da festa e potenciais ameaças, a falta de uma avaliação específica da situação antes deste evento de massa, o desconhecimento da maioria das forças do setor sobre a existência da festa e seus detalhes, e graves deficiências na coordenação entre o exército e as agências civis.

Fonte: Revista Bras.il a partir de LPH Info
Foto: Revista Bras.il

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